O fascínio que encontro, e é onde está a minha verdadeira paixão, vive sob a profundidade do que há de mais vivo na ação, no corpo que a produz, no espaçotempo que a acolhe, onde se inscreve o sonho e a poesia, o real e o metafísico e o Duplo se instaura como propulsor de uma angústia, de uma incerteza do lugar em que realmente estou, do corpo que abrigo, ou que me abriga, do tempo que vivo, suficiente talvez, para travar com o inconsciente uma batalha fervorosa pela busca de algo que posso jamais encontrar, pois realmente não sei se quero encontrar, e isso não se faz necessário.... Me coloco no centro de um imenso vazio de coisas sem sentido, em que o sentido abordado está no sentido de senti-las como um turbilhão de vivências, experiências asfixiantes, que esmagam meus pensamentos e idéias que eu tenho sobre essas coisas, sobre o que sou e o que pretendo ser diante do cruel, do implacável, de verdades estupradas por um sentimento de dor, dor por há muito não ter enxergado a vida que está por trás de tudo. E é essa vida, que atravessa a alma e esvazia o corpo, que vem para nos enfrentar, para desesperadamente nos fazer enxergá-la. É por ela que me exponho, que desnudo meu olhar e compartilho as idéias que hoje se instalam em minha alma como a peste nos órgãos essenciais do corpo. Laila Klair monografando...
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